Conservação de Alimentos: Ganhos em embalar a vácuo

O longo caminho até a embalagem a vácuo

Por muitos séculos cientistas, inventores e curiosos tentaram criar métodos eficientes para conservar alimentos. Algumas técnicas como a desidratação, a secagem e a defumação foram bem sucedidas e existem até hoje. Outras, mais modernas, como a refrigeração e o congelamento conseguem preservar alimentos por algum tempo. Mas nenhuma dela supera a embalagem a vácuo que mantém o sabor, a consistência e a cor originais dos alimentos e possui durabilidade até 3 vezes superior a outros procedimentos.

Conservar o sabor, o aroma e a cor é preciso

Todo alimento em contato com o ar está sujeito a alterações, como o desenvolvimento de mofo, de microrganismos, perda do sabor, do aroma, da cor etc.

Os sistemas de refrigeração e congelamento atenuam, mas não impedem estas mudanças. Para que eles não percam suas características e não estraguem é preciso utilizar outros métodos.

Um deles é a adição de conservantes, prejudiciais para o organismo no longo prazo, o outro, é o processo de embalagem a vácuo: um processo moderno, saudável e natural não só porque mantém todas as características físico-químicas dos alimentos, como também aumenta em até 3 vezes sua durabilidade.

Embalagem a vácuo, muitas vantagens

Os benefícios são muitos e os ganhos enormes para quem utiliza este sistema. Além de manter o sabor, o aroma, a cor e os nutrientes naturais, o processo de embalagem a vácuo é um aliado tanto para consumidores finais, quanto para lojistas e empresas porque significa qualidade, saúde e, principalmente, economia. Confira algumas vantagens:

  • Prático e seguro
  • Aumenta a vida útil dos produtos em até 3 x
  • Reduz gastos no curto, médio e longo prazos
  • Facilita a estocagem e a distribuição
  • Elimina ou reduz o uso de aditivos e conservantes
  • Reduz perdas na produção, distribuição e comercialização
  • Mais higiênico, impede o desenvolvimento de mofo, bactérias e microrganismos
  • Proporciona ganho em escala e gera oportunidade de negócios
  • Facilidade para embalar em tamanhos e formas diferenciadas

No princípio, era necessário conservar para sobreviver

Mas até chegar a esta técnica, foi um longo e contínuo processo, afinal, desde que o homem é homem, conservar alimentos sempre foi uma preocupação fundamental.

No princípio de nossa caminhada evolutiva era preciso guardar o sobressalente para os dias seguintes, pois nunca se sabia quando, como, nem onde a comida estaria disponível.

Com a fixação do homem à terra, surgiu a necessidade de estocar grãos das boas colheitas para alimentar toda a comunidade durante os tempos ruins.

Ao longo dos séculos, diversas técnicas foram criadas como a desidratação, a secagem, a defumação e utilizadas por nossos antepassados com bastante sucesso.

Contudo, todas possuíam limitações, como a alteração do sabor, da consistência, do prazo de validade etc.

Uma descoberta por acaso

Meio sem querer, Nicholas Appert, um doceiro francês, foi o responsável por descobrir como conservar alimentos por mais tempo. Em 1809, ele resolveu encarar o desafio lançado por Napoleão que precisava encontrar uma maneira de manter a comida fresca para abastecer seu exército, durante as longas campanhas. Em uma das experimentações, Appert cozinhava a comida, colocava em embalagens de vidro que eram aquecidas e seladas com piche, cera e rolha. Quando o vidro esfriava, voilà! Criava-se o vácuo.

Mesmo sem entender muito bem o que havia acontecido, o doceiro fez sucesso com sua criação e deu um passo importante para a futura descoberta da esterilização e do vácuo e a consequente eliminação dos microrganismos, responsáveis pela deterioração dos alimentos.

O perfeito vazio criado em laboratório

Os dicionários definem vácuo como o lugar que não contém nada, o perfeito vazio. Já para a física e química, o conceito de vácuo é a ausência da matéria numa determinada região do espaço. Cientistas como Galileu, Torricelli e Pascal mergulharam durante anos em pesquisas e experimentos para tentar criar este “vazio” em laboratório, com algum sucesso.

Contudo, somente no final do século XIX foi que estudiosos conseguiram dar uma utilização prática e tecnológica a este “vazio” conhecido como vácuo, com a invenção da proverbial garrafa térmica por J. Dewar e da lâmpada incandescente por Thomas Edison.

Soluções para todas as necessidades

Muitos séculos depois, o homem ainda continua buscando maneiras de conservar alimentos por um longo período de tempo e, comprovadamente, o processo de embalagens a vácuo possui inúmeras vantagens sobre os demais.

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Marcelo da Rocha - Chef de cozinha e empresário
(Atelier Gustus)

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